domingo, 3 de janeiro de 2016

Para as minhas queridas amigas Fênix's

O segredo

“Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você…
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando…
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar…
Mas uma coisa parece estar sempre presente… A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando “quando será que vai chegar?” E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida “será que é ele?”.
Como diz meu pai: “nessa idade tudo é definitivo”, pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da
lua-de-mel e, de repente…
Plaft! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito “do próximo”.
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido,
inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas
continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta… E
haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da
cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som…
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com
uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! “

 

Pra vocês amigas:

Tatizinha, Tatiana, Paula, Mônica e Carol... vocês moram em meu coração.

Não sei quem sou...

"Não sei quem sou, que alma tenho.
 Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. 
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... 
Sinto crenças que não tenho.
 Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. 
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. 
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." 

Fernando Pessoa

Hoje lembrei bastante dela...

O texto abaixo foi escrito há alguns anos atrás... Já se passaram seis meses desde a partida dela para uma nova morada. Hoje mamãe está em outro plano em outra área, cumpriu sua missão na terra.
Por que postar esse texto? Não sei... Faz muito tempo em que só leio as postagens ou posto imagens ou vídeos. Pensei muito nela hoje e ao vasculhar meus escritos encontrei este. Pra quem não conheceu, saiba que ela foi uma grande mulher.
Só tenho a agradecer pelo que sou.
/
"Minha mãe Aluiza, que é quem realmente me gerou, é dela de quem quero falar hoje, e vai ser grande.
Quando pequena vi minha mãe, saindo todos os dias para trabalhar, morávamos no Bengui, onde ela hoje ainda mora, mas não na casa que hoje é de alvenaria, não! Era uma casa de madeira, que tinha uma bomba d’água manual, não tínhamos pia, era um girau, nosso chuveiro era a cuia, e o meu quarto com meu irmão era a sala, mas minha mãe me ensinou a dar valor nas coisas que tínhamos, mas não a se conformar, sempre a lutar, porém com dignidade.

Lembro da minha mãe muitas vezes enrolando a perna da calça comprida, para então ir ao trabalho, era moda? Não, não era. Nossa rua ela enchia quando chovia e tínhamos mesmo que enrolar a barra da calça. Depois aterraram mas continuamos enrolando a barra da calça, pois o problema depois era a lama da piçarra que grudava na nossa barra de calça, e, além de enrolar a barra da calça tínhamos que ir com chinela havaiana (que na época não era tão valorizada quanto hoje), até a rua Ajax de Oliveira e lá pedir pra alguém pra gente lavar os pés, para então calçar o sapato para não chegarmos ao centro de Belém todos enlameados. Mas minha mãe dizia que nossa rua era a melhor possível, pois era onde morávamos.
Minha mãe, que sempre foi lutadora, ia trabalhar, quando chegava em casa olhava nossos cadernos e cadernetas para ver se tínhamos ido a aula, depois tomava um banho e não ia se deitar não... ela ia pra trás de um balcão de bar que tinhamos em casa. Para trabalhar até mais ou menos 2 horas da manhã, isso quando não emendava da noite ao dia. Detalhe, minha mãe trabalhava o dia todo. De manhã em casa até as 10 horas e depois ia pro Liberal, onde era Fotocompositora, um ramo gráfico que acho que nem existe mais essa função. Lá dentro do Liberal ela conheceu o sindicalismo, e passou a nos levar para as reuniões e encontro dos gráficos, depois não era só isso... veio a Campanha do Paulo Rocha e do Zé Carlos pelo PT. E, ela na luta!
Garanto a todos que não foi na universidade que conheci o que era movimentos sociais, foi com ela e com os companheiros dela de luta, que hoje são meus companheiros.
Vi, muitas vezes minha mãe ser discriminada por ser mãe solteira e cuidar de dois filhos sozinha... lembro que numa escola que eu estudava eu até bati numa menina por que ela xingou minha mãe, e faço novamente isso tenho certeza.
Minha mãe parecia que tinha bola de cristal, pois por mais tempo que ela passasse fora, ela sabia tudinho o que tínhamos aprontado (nem conto pra vocês que os vizinhos nos derrubavam... rsrs). Não tínhamos dinheiro pra pagar babá, portanto, quando minha mãe saia de casa, nos deixava e dizia que eu e meu irmão éramos responsáveis pela casa. Mas tinha as nossas vizinhas que nos olhava de vez em quando, pra saber se estava tudo bem por lá.


Nunca vi uma pessoa ser tantas pessoas numa única pessoa, se é que me entendem?!
Mas a minha mãe era e é assim.
Vi minha completar 50 anos e ter uma festa maravilhosa e merecida!
Mas depois meu desespero foi total ao perceber que por um instante eu poderia perder minha mãe, quando ela teve AVC... eu todos os dias chorava, mas não podia chorar na frente de ninguém, por que isso ela me ensinou, a não demonstrar fraqueza!
Médicos me disseram que talvez ela não voltasse a andar, porém mais uma vez ela me mostrou como ela é forte, pois com três meses que havia saído do hospital não sentou mais na cadeira de rodas, pois passou a andar com nosso amparo, e hoje já até sai sozinha... pra mim é uma felicidade, eu imagino pra ela.
Vi muitas vezes minha mãe preocupada conosco e até hoje é assim... Alex (irmão) e eu já temos cada um o nosso canto, nossas famílias, mais ela ainda liga pra saber se estamos bem... e no dia em que ela não liga... sinto falta!
Eu digo pra vocês, que aqui estão lendo. Ela é uma guerreira, lutadora.
Ela nos criou num bairro dito perigoso, pela quantidade de violência existente lá, mas sempre nos mostrou o que iria acontecer conosco se fossemos por aquele caminho, que alguns colegas nossos enveredaram. Nos mostrou que o Bengui, não era apenas um bairro cheio de bandidos. Nos mostrou que lá era um bairro que tem história de luta no movimento social, que muitos movimentos se iniciaram por lá, que se hoje temos ruas asfaltadas em algumas localizações é pela luta da Associação dos Moradores, do Emaús, da Igreja e outras mais.

Nos mostrou o que significa sermos cidadãos de direitos e deveres.

E, é a essa mulher que devo o inicio do meu conhecimento na área das ciências sociais que é hoje o curso que fiz e que me formei há um ano atrás, para então dizer a ela:
- Mãe, a senhora é parte desse sonho realizado!

 Mas tem outras guerreiras encarnadas na mesma pessoa e declarada por outras pessoas que conviveram com ela:
1) a menina que morava na Domingos Marreiros quando ainda nao havia canal guiando o rio e se andava sobre uma ponte estreita estirada sobre o mamore a partir da Antonio Barreto. Se a memoria nao me falha a casa era azul e tinha uma porta e uma janela na frente, mas nao havia o que se pudesse chamar quintal. Nessa epoca estudavamos no Colegio Souza Franco quando ainda nao havia Escola de Educacao Fisica e toda aquela area era parte do Colegio e onde eram dadas as aulas de educacao fisica;
2) Tem a guerreira radialista que pelo menos uma vez por semana se abalava de Belem para Marituba para apresentar a Voz do Pastor, escrito pelo entao Arcebispo Dom Alberto Gaudencio Ramos para divulgacao atravez da Radio Cultura;
3) Tem a lider sindical que tomava parte do Sindicato dos Graficos tentando unificar a campanha sindical com os Jornalistas enquando varava a madrugada na sala de Composicao do Jornal O Liberal quando este ainda era ancorado na Gaspar Viana.

E por ai vai ....


Te amo mãe!


Quando pequena aos 7 anos mais ou menos, saia com minha mãe pelas ruas do Bengui no meio da madrugada pregando cartazes, em pleno período de campanha. A música que eu mais gostava entoava em todo canto do país:
“Lula lá! Brilha uma estrela!/Lula lá! Cresce a esperança!...”
Neste período Paulo Rocha e Zé Carlos em sua primeira campanha “dobradinha”... saiamos pregando cartazes em tudo que era postes, mercado, o que viamos. O meu querido João Gomes, se abaixava e eu subia em seus ombros para pregar o cartaz o mais alto que eu podia, mas aquela época eram outras, eu era bem menor que ele (rs).
Um grupo de pessoas, precisavam eleger Lula Presidente, era nossos gritos que precisavam ser escutados, nossas esperanças que precisavam ser renovadas.
“Lula Lá brilha uma estrela, Lula lá nasce a esperança”
Aluiza (minha mãe), Domingas, D. Mercês, Dos Anjos, Livramento, João Gomes, Edir, Paulo Rocha, Laércio, Palheta... E tantos outros que agora não consigo lembrar, mas que estão guardados em meu coração.

Zé Carlos veio a prefeito e ainda lembro de sua  música:
“Eu vou votar no Zé, o Zé vai ser prefeito, eu confio no Zé, pois só com Zé Belém tem Jeito...”

Tempos bons que me ensinaram a ser a pessoa que sou hoje, e com certeza essas pessoas e muitas outras que não estão aqui citadas merecem e sempre mereceram meu respeito!
E agradeço a minha mãe por ter oportunizado conhecer pessoas maravilhosas como estas e muitas outras que se aqui for citar não terminarei de escrever.

Beijos e abraços e um bom dia a todos!"

Algumas Fotos com ela:













quarta-feira, 22 de abril de 2015

Apenas eu...

Faz tanto tempo que não paro para escrever.
Acho que as vezes tenho medo de não saber o que escrever.
Nunca tive medo em falar muito quando estou no meio de vários amigos. Porem, quando tenho que falar algo mais sério, eu acabo me enrolando.
O que devo fazer?
Esses problemas nem são meus?
Como posso suportar essa dor dentro do meu peito?
Uma dor que não é minha. Preciso me desapegar de muitas coisas. Eu sei que preciso. Mas não é fácil, sempre tenho a sensação de que preciso cuidar dos outros, mesmo sabendo que não sou obrigada a isso. Não sei se já tivestes essa sensação de tomar conta de tudo e de todos. “felizes aqueles que não se preocupam com coisas além de seus problemas”.
Sinceramente, gostaria muito de chutar tudo pro alto, mas o jeito é esperar a tempestade acalmar. Mas será que estou disposta a esperar? Já esperei tanto que minha paciência já deu no limite.
Não tenho mais que viver para os outros, tenho que viver pra mim. Alias, to ficando velha, mas não quero ser só mais uma. Eu quero ser eu. Simplesmente eu.
Walkyria

sábado, 4 de abril de 2015

Cidade do Silêncio



Lauren, uma jornalista ambiciosa de Chicago, é enviada para cobrir os estupros seguidos de morte que vêm ocorrendo na fronteira entre os EUA e o México. Chegando lá, com a ajuda de um jornalista local, descobre que esses crimes são apenas a ponta do iceberg de uma trama muito mais complexa do que se poderia imaginar envolvendo politícos e grandes empresários locais.

Uma história real que chocou a América, finalmente numa surpreendente visão cinematográfica.

sábado, 21 de março de 2015

Escola Municipal Palmira Lins de Carvalho - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (NOITE)

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (NOITE)

Escola Municipal Palmira Lins de Carvalho

HÁ VAGAS PARA TODAS AS SÉRIES. Conclua seu Ensino Fundamental e tenha mais oportunidades, o CONHECIMENTO muda a vida para melhor.

VENHA ESTUDAR COM A GENTE (Turmas de Totalidades):
1ª Totalidade (séries 1ª e 2ª)
2ª Totalidade (séries 3ª e 4ª)
3ª Totalidade (séries 5ª e 6ª)
4ª Totalidade (séries 7ª e 8ª)

Na Escola Palmira Lins os alunos têm oportunidade de participar de PROJETOS (música, poesia, futebol, xadrez, grafite etc.).

Também há na escola Laboratório de Informática, Biblioteca, Quadra de Esportes e uma bela SAMAUMEIRA.

Em 2014 a Escola venceu o Concurso ABC da Energia, participou da Feira do Livro (com apresentações do Grupo Lítero-Musical Somaúma) e levou os alunos ao Teatro, à casa da Linguagem, ao Museu, ao Cinema, ao Centur, à UFPA, à Estação das Docas etc.



ENDEREÇO: Conjunto Euclides Figueredo, Rua F, s/n, Marambaia.
TELEFONE: 3231-3589

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"Como perder um grande amor"

Muitas mulheres que pesquisei reclamam que sentem falta do romance, da magia e do encantamento presentes no início dos seus casamentos.
Uma atriz de 50 anos disse:
"Meu marido vive dizendo que se sacrifica muito por mim. Quando viajamos, diz que escolhe um lugar para me agradar, que preferia ir para outro lugar. Repete que sempre abre mão do que quer só para me deixar feliz. Diz que não sai mais com os amigos para ficar comigo. É horrível saber que o homem que você ama se sacrifica tanto e se sente tão miserável".
Ela disse que o marido costumava ser muito carinhoso e romântico no início do casamento.
"Nos primeiros anos, ele me tratava como uma princesa, me dava presentes lindos, íamos a restaurantes, cinema, shows todas as noites. Ele tinha prazer em me deixar feliz, adorava me fazer rir. Hoje, tudo é um esforço enorme, um verdadeiro sacrifício. Ele se tornou um martirido (uma mistura de mártir e marido). Ele me faz sentir que sou uma merda de mulher."
Encontrei o mesmo tipo de sentimento em muitas mulheres. Elas dizem que são consideradas complicadas, difíceis, insatisfeitas, exigentes, e que seus maridos afirmam que precisam fazer um trabalho exaustivo para tentar agradá-las, sem nunca conseguir.
Uma pesquisadora de 47 anos, certa vez, disse: "Escutei tantas vezes do meu marido que eu dou muito trabalho, que sou muito difícil, que decidi me separar. Não quero dar trabalho para o homem que eu amo. Quero amar e ser amada, quero que ele se sinta feliz de estar comigo, que sinta prazer, que se divirta com a minha companhia. Não aguento mais ficar com um homem que me critica o tempo todo, que reclama do meu jeito de ser, que não me valoriza e não me elogia, que me compara com outras mulheres mais leves e fáceis de conviver".
O mais difícil é compreender em que momento o casamento perde o encanto e se torna um fardo tão pesado para os dois, como contou uma professora de 43 anos:
"Quando ele parou de me dar beijo na boca, deixou de me admirar e passou a enxergar só o pior de mim, senti que o meu casamento tinha terminado. Eu não quero ter de mendigar o amor, o respeito e a admiração do homem que eu amo. Eu mereço ter um homem que se sinta um felizardo por me amar e ser amado por mim, não mereço?"


Mirian Goldenberg é antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora de 'Coroas: corpo, envelhecimento, casamento e infidelidade' (Ed. Record). Escreve às terças, a cada 15 dias.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2014/12/1556297-como-perder-um-grande-amor.shtml


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Amig@s quantos momentos partilhamos junt@s



Ontem foi um dia muito especial. Poderia dizer que foi o dia do encontro. Sim, o dia do encontro. Pois, mais cedo encontrei a amiga Karol Cavalcante, 
rapidinha uma conversa, um abraço e a alegria de poder reencontrar a amiga que durante 4 anos de nossas vidas, nos encontrávamos todas as noites durante a semana. Despedida e novamente voltamos as nossas vidas de correria. A noitinha, no meio daquela chuva mais um encontro. Eu estava ansiosa para rever as amigas do meu curso de ciências sociais. Chega a Brissa, logo mais a Mari... 

 Eu pensei: “Queria poder reunir todos os colegas formados em 2011, seria maravilhoso”. Comentamos sobre isso. Temos que novamente reunir, apesar de uma amiga dizer que não era da nossa turma. Não me interessa, o importante é que compartilhamos disciplinas juntas, compartilhamos momentos de tristezas e alegrias e nos formamos em 2011. Pronto! Senti a falta de outros amigos naquele momento, e gostaria muito que estivessem ali comigo: Carlos, Karol, Deise, Pérola, Eduardo, Ney, Bento, Antonia e todos os outros que compartilharam  grandes momentos durante o período de 2007 a 2011. Gente, amei encontrar vocês mesmo que seja num período curto, conseguimos encaixar um tempo em nossas agendas apertadas, espero e desejo que consigamos encontrar mais tempo para um reencontro e na próxima vez, com um numero maior de amigos!
Como foi bom a noite está com vocês, bater um papo, rir bastante, brindar com caipirinha e um suco de laranja... kkkkk (Mari, dirigindo não poderia beber... rsrs). E, mais um momento de muitas risadas, abandonamos os telefones por algumas horas para que nossa conversa pudesse fluir mais descontraidamente... que bom! Lembramos sim dos nossos momentos na universidade, falamos dos nossos professores e amigos, relembramos alguns momentos com eles, contamos nossas vidas atuais e os nossos objetivos futuros.
Beijos no coração!




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ISSO É MUITA SABEDORIA



Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Feio não é ser mãe solteira. Feio é ser pai quando convém

"Outro dia conversava com uma amiga sobre como é difícil criar um filho que vê o pai raramente. Não porque o relacionamento não tenha dado certo ou algum ressentimento possa atrapalhar, mas porque por mais que a porta esteja aberta para a criança conviver com o pai, ele não entra por ela.
Vamos lá: quem nunca ouviu que a mãe do filho de fulano só dá problema? Ele vê o filho quando quer, dá o dinheiro achando que está ajudando (colega, não é nada além da sua obrigação) e reclama horrores do quanto a mãe da criança só dá problema, cobra presença e aquele papo todo de obrigações que os homens tem pavor, mesmo que seja por alguns minutos.
O que muitas pessoas não entendem e não filtram antes de soltar um “ah, mas é só pra te perturbar, não é?”, é que a perturbação começa quando a mulher precisa de uma folga. Folga do tempo em que ela cuida do filho de ambos, integralmente.
Que mãe solteira nunca ouviu que precisa dar uma folga para o pai do seu filho? Porque ele trabalha demais, está cansado demais ou está com algo de menos. Engraçado, né? Há homens que podem ter a mesma profissão, menos ou mais tempo e se dedicam à família do mesmo jeito. Enquanto alguém lida com um pai que tem tempo para tudo, menos para os filhos, sempre vai ter plateia para aplaudir o pai que aparece quando dá. Mas sempre será assim: se você trabalha fora, é a egoísta que não abre mão das próprias coisas pelo filho. Se você não trabalha, é interesseira que só espera a pensão. Ou seja, estaremos quase sempre erradas, e os homens – mesmo que estejam a quilômetros dos filhos – estarão fazendo o melhor se pelo menos cumprem a obrigação financeira com o filho.
Enquanto o pai não aparece, alguém tem que fazer as compras, os lanches, os banhos, os dentes escovados, ensinar o certo e errado, ensinar a se proteger, lidar com birras, preparar e dar comida, ensinar dever, levar e buscar na escola, comparecer nas reuniões escolares, levar ao hospital, trocar fraldas, mudar o vocabulário (adeus palavrões)… e quem faz isso se o pai não está presente? A mãe! E isso não é levado em consideração enquanto o pai caminha livre, sem preocupação com o bem estar do filho ou em se fazer presente, já que a mãe faz papel de dois (ou de três, porque o dia-a-dia com filhos, só quem passa diariamente sabe o quanto é trabalhoso).
E sabe o que é mais curioso? Que mesmo sobrecarregadas, sendo mulheres, mães, provedoras, cuidadoras, enfermeiras, babás, professoras e tudo mais, ainda somos as bruxas que não deixam os pais em paz. Com a mãe solteira, não há escala de trabalho que a impeça de ser multitarefa e se virar para conciliar a vida com os filhos.  Porque de filhos, nós não temos como tirar licença, não é mesmo? Enquanto os pais que o são quando convém, curiosamente arrumam tempo para viagens, jogos de futebol, saídas com amigos, namoricos… e o filho é prioridade na vida de quem, então? Não consigo entender como ainda é tudo obrigação da mãe, inclusive amor e carinho!
Nós, mães solteiras temos essa mania de querer o melhor pro filho, cumprir várias funções e suprir a ausência do pai, ou tentar fazer com que o progenitor perceba que ele é sim importante na vida dos filhos. Mas isso não cabe a nós, sabia? Por mais que nossas crianças sejam lindas, saudáveis e não entre na nossa cabeça como podem ser deixadas de lado ou vistas quando é conveniente, precisamos entender que não adianta forçar nada. Dar toques talvez funcione, mas não é uma receita de bolo que dá certo com todo mundo.
Se você é mãe e solteira e acredita que não existe ex pai e apesar de toda uma história -conturbada ou não –  o seu filho precisa e quer a presença do pai, demonstre isso para o progenitor. Explique como seu filho se porta, os questionamentos e deixe claro que ele é importante na vida do filho. Mas entenda que se o pai não possui interesse em colocar o filho como prioridade, não é ele que será uma prioridade na vida da criança. O que eu quero dizer: não fique frustrada se após você correr atrás, tentar conversar e pedir uma presença efetiva, esse pai não tenha percebido que o assunto em pauta é a importância dele no dia-a-dia do filho e na divisão justa de direitos e deveres de ambos os pais. Acontece mais do que você imagina. Se você tem equilíbrio para saber separar as coisas e tentou uma aproximação, esse afastamento não é uma escolha sua!
Nosso papel de mãe (e em muitos casos de pai, também) é criar nossa prole da melhor forma possível. E quem faz isso por ocasião, conveniência, talvez mereça o mesmo tipo de tratamento. Seja pai, parente ou simplesmente alguém sem o mínimo de empatia e noção da realidade.
Um dia, nossos filhos vão crescer. E não vamos precisar falar para eles quem estava lá, quem fez tudo e priorizou a vida e felicidade deles. Porque crianças observam tudo, principalmente sobre quem está com elas, se é ou não por obrigação.
O que podemos fazer é para nossas crianças. Então que o foco seja nelas e o pai que aparece raramente, faça o papel que ele mesmo escolheu: o de coadjuvante. Pode ser uma pena, mas a nossa parte diária, nós fazemos. Que os pais corram atrás dos seus filhos e parem de reclamar sobre situações inexistentes ou exageradas. Que parem com as desculpas, principalmente. E que um dia percebam que muitos pais solteiros (ou não) dão conta do recado com muito amor, carinho e diálogo. Esses sim estarão presentes nas lembranças de infância dos filhos. Se não temos pais presentes para essas memórias, nossos filhos sempre nos colocarão nas suas nostalgias futuras.
Um beijo grande e até o próximo post!"

http://vilamamifera.com/cafemae/feio-nao-e-ser-mae-solteira-feio-e-ser-pai-quando-convem/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer

Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”
Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.

RUTH MANUS, PUBLICADO EM: http://blogs.estadao.com.br/ruth-manus

sábado, 3 de janeiro de 2015

Tenho uma proposta pra você...



Mais um ano se foi...
2014 fechou, não sei se completamente para todos. Temos pendências de 2014?
 Então renovemos para 2015 e que cumpramos as promessas durante este ano que chegou!
Sempre ao final de cada ano renovamos promessas, falamos coisas agradáveis, renovamos contratos de amizades, acho que é essa a palavra de final de ano:

 RENOVAÇÃO!


Fui atrás dos sinônimos da palavra RENOVAR e olha só eles aí:

Então, que todos esses sinônimos estejam em nossos contratos individuais para 2015.
Que saibamos administrar uma nova estruturação, desenvolver ou criar novas estruturas em nossas vidas, seja do pequeno ao grandioso projeto pessoal. REESTRUTURE-SE!

Que tenhamos sapiência em consertar, reformar, corrigir maus hábitos em nossas vidas, que muitas vezes sabemos que nos prejudicam, porém por medo ou receio permanecemos em erros com medo de magoar, mesmo que cause sofrimento em nós mesmos. REFORME-SE!

Se for necessário restabelecer o que estava destruído, arruinado. Gerar ou produzir novamente.  Revivificar. Reorganizar, reformar, melhorar. Restabelecer a atividade. Vamos então, formar-se de novo. Não dá pra nascer de novo, mas dá para regenerar-se, revivificar... Voltar a viver de verdade, com alegria, com VIDA!
REGENERE-SE!

Sendo assim, vamos nos organizar mais uma vez, fazer uma nova arrumação, vamos organizar e criar melhorias, alterando e inovando nossas vidas. Veja se isso é necessário?! Se for, comece a planejar e REORGANIZE-SE!

Vamos largar nossos preconceitos... E VIVER!
Vamos tomar banho de chuva quando quisermos... E VIVER!
Correr e gritar com os amigos ... E VIVER!
Brincar e sorrir mais ... PARA VIVER!
Vamos nos abraçar mais... VIVENCIANDO!
Vamos amar mais... mais ... mais!!!

Sou grata aos meus filhos, ao meu trabalho,aos meus pais, a minha família e parentes, aos amigos, aos colegas, aos alunos, pelos momentos maravilhosos que tive em 2014, e que neste novo ano  (2015)  possamos renovar ainda mais nossos contratos individuais e com os nossos.

Topas???

Ass. Walkyria Santos


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Me obriga a corresponder ao amor...

Numa dessas brincadeiras das redes sociais, resolvi fazer o que me pedia... sendo assim, posto o que para mim veio...

"me obriga a corresponder ao amor de ninguém. 
Neste mesmo lugar, há muito tempo, 
Grisostomo declarou sua paixão por mim, 
e eu lhe disse não. Nunca o enganei, 
nem alimentei falsas esperanças. 
Na verdade, não penso em me casar com ninguém."
(O engenhoso fidalgo dom quixote de la mancha _ cervantes)

Será?

O Sábio Dom Quixote

"Deve ser seu medo que impede você de ver e ouvir. Afaste-se e deixe-me sozinho, que eu me basto"


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Saudades II

Sabe...
tem vezes que estamos saudosos...
lembrando de momentos que a gente para e rir sozinha andando no meio da rua...
Faço muito isso...
Não me importo com o pensamento dos outros.
Porém, hoje foi diferente
lembrei muito de ti...
Não é fácil para mim falar de meus próprios sentimentos
fico meio sem graça,
mas te confesso que estou morta de saudades.
Sim...
Saudades...
Saudades de conversar contigo, de escutar tua voz de radialista...
de me sentir protegida mesmo a distância...
E, realmente devo está com saudades,
pois faz tanto tempo que eu não utilizava este local...
Mas sei que sempre lê as minhas postagens.
Hoje lembrei do fusca azul, das viagens a praia quando criança,
de como me sinto feliz quando estais por perto,
do sorvete da cairu, do teu colo macio e aconchegante

Sei que a distância que nos separa é imensa,
e que muito pouco tempo passamos juntos,
mas tenha certeza que sempre que penso em ti
volto a me sentir criança.

Te amo muito Pai!

Walkyria Santos

Saudades

To sentindo tua falta...
faz tempo que não nos falamos...
Aguardo tua ligação...
tenho certeza que saberás que falo contigo...