sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Carinhoso

Se tem uma música que me tira do ar, que me faz delirar é esta música.
Quanta ternura nos envolve, ao escutar na voz melodioso de Elis.
Pensamentos a vagar...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

não me importo

"Uma vez, em um bar, ela me disse: “Neste mundo existe pessoas inamoraveis, e eu sou uma delas”…
Aquilo me intrigou durante toda a noite, uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e por que? A observei enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela havia quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, arte, astrologia, cinema e viagens… Quando ela se dirigia ao garçom o bar inteiro parava para vê-la… Tinha seu carro, sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então por que pensar assim? Teria ela se fechado?
Ela fez uma cara de entediada e me chamou para caminhar enquanto fumava um cigarro, até a saída sorriu e comprimento todo mundo com aquele jeito sapeca de menina do mundo…
Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, conclui.
Na rua todos passavam apressados, ela se divertia com os animais abandonados, abaixou e entregou sua garrafa de água pró morador da rua, explicou o endereço de uma balada em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança
E na minha cabeça só ecoava: inamorável.
Foram horas observando aquela garota, até não me aguentar e voltar no assunto… Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou minha mão e me puxou para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por longos 30 minutos observando tudo até que disse:
– Olhe ao seu redor, estamos já a um tempo aqui. Durante esse tempo por nós passou uma garota chorando por que seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois acredita que pessoas são substituíveis… naquela mesa tem 10 pessoas e elas não conversam entre si pois estão nos seus smartphones, talvez aquela garota de vermelho seja a mulher da vida do cara de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar. Veja o rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma olhando pra loira tentando chamar a atenção do vocalista que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.
Olhe ao seu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos, realmente não fazemos parte disso, entramos sem celular na mão, esperando encontrar pessoas legais, com papos legais, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão te querer por que você mora longe, ou por que não gostam da sua cor de cabelo ou por que você não curte os beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém e tudo é medido em likes. Eu passo por essa legião como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está redor enquanto procuram alguém no tinder. E eu me importo? Não mais. Sou inamoravel por que não me importo com nada disso.. Nenhum desse status, não ,e importo em quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se terei que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um ingresso pra ir ver o show dos beatles por que é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Por que eu sou assim, e se antes era o que procurávamos em alguém, hoje em dia somos considerados inamoraveis por manter o coração e a mente aberta.”
Naquele momento eu a entendi, e me apaixonei pelo mundo dela.
Texto escrito por Akasha Lincourt!"
Fonte: http://solteirasinistra.com/a-geracao-de-mulheres-inamoraveis/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O segredo é...: Memórias do Bengui - Pesquisa bibliográfica Import...

O segredo é...: Memórias do Bengui - Pesquisa bibliográfica Import...: Matéria sobre o Bengui Pesquisa sobre o Bengui

O segredo é...: Preocupante

O segredo é...: Preocupante: Estou alarmada com a grande quantidade de violência existente em nossa bela Belém. Como convidar amigos pra mostrar nosso patrimônio sem te...

Memórias do Bengui - Pesquisa bibliográfica Importante

Matéria sobre o Bengui




Pesquisa sobre o Bengui

Preocupante

Estou alarmada com a grande quantidade de violência existente em nossa bela Belém. Como convidar amigos pra mostrar nosso patrimônio sem ter medo de ocorrer algo ruim com eles?
De repente, você sai pra se divertir em um bloco de carnaval  e alguém chega te aborda, te assalta e ainda és cortado. Aconteceu isso com um jornalista.
Você não pode se arrumar um pouquinho, colocar uma roupa social ou uma bolsa mais sofisticada, mesmo que seja barata, porém é bonito e já te deixou com um visual diferente, que você já está propenso a ser assaltada.

Leio a seguinte notícia na UOL:
"O país aparece agora com 21 cidades na lista. Em 2014, 16 cidades  brasileiras faziam parte da lista mundial.  O ranking apontou Caracas, capital da Venezuela, como a cidade mais violenta do mundo. Fortaleza, que ficou na 12ª colocação geral, foi a líder em mortes violentas no Brasil.
O destaque negativo no país é a região Nordeste, que aparece com um quarto dos municípios mais violentos do planeta.
Para fazer o cálculo do ranking, a entidade usa a taxa de número de homicídios por cada 100 mil habitantes. A pesquisa avalia apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes".


Veja o ranking completo
1° - Caracas (Venezuela) - 119.87 homicídios/100 mil habitantes
2° - San Pedro Sula (Honduras) - 111.03
3° - San Salvador (El Salvador) - 108.54
4° - Acapulco (México) - 104.73
5° - Maturín (Venezuela) - 86.45
6° - Distrito Central (Honduras) - 73.51
7° - Valencia (Venezuela) - 72.31
8° - Palmira (Colômbia) - 70.88
9° - Cidade do Cabo (África do Sul) - 65.53
10° - Cali (Colômbia) - 64.27
11° - Ciudad Guayana (Venezuela) - 62.33
12° - Fortaleza (Brasil) - 60.77
13° - Natal (Brasil) - 60.66
14° - Salvador e região metropolitana (Brasil) - 60.63
15° - ST. Louis (Estados Unidos) - 59.23
16° - João Pessoa; conurbação (Brasil) - 58.40
17° - Culiacán (México) - 56.09
18° - Maceió (Brasil) - 55.63
19° - Baltimore (Estados Unidos) - 54.98
20° - Barquisimeto (Venezuela) - 54.96
21° - São Luís (Brasil) - 53.05
22° - Cuiabá (Brasil) - 48.52
23° - Manaus (Brasil) - 47.87
24° - Cumaná (Venezuela) - 47.77
25° - Guatemala (Guatemala) - 47.17
26° - Belém (Brasil) - 45.83
27° - Feira de Santana (Brasil) - 45.50
28° - Detroit (Estados Unidos) - 43.89
29° - Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) - 43.38
30° - Teresina (Brasil) - 42.64
31° - Vitória (Brasil) - 41.99
32° - Nova Orleans (Estados Unidos) - 41.44
33° - Kingston (Jamaica) - 41.14
34° - Gran Barcelona (Venezuela) - 40.08
35° - Tijuana (México) - 39.09
36° - Vitória da Conquista (Brasil) - 38.46
37° - Recife (Brasil) - 38.12
38° - Aracaju (Brasil) - 37.70
39° - Campos dos Goytacazes (Brasil) - 36.16
40° - Campina Grande (Brasil) - 36.04
41° - Durban (África do Sul) - 35.93
42° - Nelson Mandela Bay (África do Sul) - 35.85
43° - Porto Alegre (Brasil) - 34.73
44° - Curitiba (Brasil) - 34.71
45° - Pereira (Colômbia) - 32.58
46° - Victoria (México) - 30.50
47° - Johanesburgo (África do Sul) - 30.31
48° - Macapá (Brasil) - 30.25
49° - Maracaibo (Venezuela) - 28.85
50° - Obregón (México) - 28.29

Como não nos preocuparmos?

A capa do Diário do Pará de hoje nos chama a atenção pro número de violência como nos recortes das matérias abaixo:


Feliz, Feliz...

"É tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas, é tão silencioso. Como traduzir o profundo silêncio do encontro entre duas almas? É dificílimo contar: nós estávamos nos olhando fixamente, e assim ficamos por uns instantes. Éramos um só ser. Esses momentos são o meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isso de: estado agudo de felicidade."

Clarice Lispector

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Tão bom, tâo Bom...

Nossa!!!
Como é bom sentir este momento, este sentimento, essa coisa maravilhosa que transborda dentro de mim neste exato momento.
Sinto vontade de gritar de tanta felicidade, poder gritar o mais alto que eu puder e colocar toda esta alegria que está dentro de mim. talvez contagie mais pessoas.
Se alegria pudesse ser vista através das cores, eu diria que eu seria um arco-iris neste exato momento.
Tenho um certo problema em falar de  sentimentos, principalmente quando estes são os meus. Mas quem me conhece sabe o quão feliz eu estou... Pois, estou vivendo um dia por vez, uma hora por vez, segundo por segundo.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Tão bom encontrar pessoas que te fazem feliz...


"Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo..."

"E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância..."
 
http://www.vagalume.com.br/marisa-monte/velha-infancia.html

Ansiedade de ...



“Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado;
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja”
― Mario Quintana

E a música "Ansiedade" de Raimundo Fagner não sai da minha cabeça...

Amizade!



Pra quem me conhece sabe o quanto valorizo uma amizade. Sim, adoro fazer amigos, conservar os antigos, reavivar amizades antes esquecidas. Essas coisas. Isso faz com que eu me sinta viva. E, falando de amizade... dia 08 de janeiro uma amiga minha completou mais um ano de vida. Sim, ela fechou um ciclo e iniciou outro. Se eu vou vibrar? Lógico, que sim!
Ela é uma "amigona". Conheço ela há tres anos, mas já parece que são 30. A gente rir, conversa, se junta "pra brigar", pra beber e até pra fazer dieta, sendo que ela cumpre e eu não. Ela é aquela amiga que puxa a tua orelha, tu ficas brava na hora, mas logo depois passa. Ela é aquela amiga que diz eu vou me mudar, e tu pensas: "meu Deus os livros". hahaha
Não tem como eu não comemorar esse novo ano contigo amiga. Nesse tempo de amizade, já me conheces bem até demais, já passamos muitas coisa. Sim, tenho que comemorar por que completamos três anos de amizade também. (Ai, isso tá meio meloso, ela vai me matar, mas tudo bem... ).
Obrigada amiga por me dar uma sacudida quando eu mais precisava e ter me incentivado, quando pensei em desistir de muitas coisas. você não sabe o quanto teu "ombro amigo" foi valioso.
Obrigada por todo o apoio dado em meu momento de tristeza, por ter largado tudo, mesmo tendo um milhão de coisas pra fazer, e, no momento em que eu mais precisava ter dito: chora por que é preciso chorar, isso é importante pra ti. 
Obrigada pelos puxões de orelha e por ser uma grande irmã, por que acho que é isso que irmã faz... Obrigada pelas risadas e com certeza são muitas...
Te agradeço por muita coisa. E te desejo um oceano de felicidades e que sejas banhada por muita saúde e alegria.

Um pouco de Carpinejar pra ti amiga...
 
"Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.

Os amigos são para toda vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.


Temos o costume de confundir amizade com onipresença, e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão.

Amizade não é dependência, submissão. Não se tem amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.

Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!

O que é mais importante: a proximidade física ou a afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.

Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.

Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem estar.

Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles, “vamos nos ligar?”, num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
 
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo final de semana ou me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso os encontre, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.

Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia. Significativos em cada etapa de formação. Não estão na nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinado, de forma perceptível, as nossas atitudes.

Quantas juras foram feitas em bares a amigos bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade."
 
(Fabrício Carpinejar)

Meu texto de fim de ano

Publiquei em uma rede um texto pequeno sobre o ano de 2015. Sim, tenho essas coisas de fazer um resumo sobre o ano que finda. Este aqui é do dia 31/12/15.

"Daqui ha pouco deixaremos o velho pra trás... sim o ano velho...
Pensei em muitas coisas do ano de 2015. Tive alguns dissabores, um até o mais amargo de minha vida que foi a perda de minha mãe. Mas não posso deixar de lembrar que as primeiras horas do ano de 2015 eu comemorei com ela, e tive bastante alegria ao lado dela, enquanto vida ela teve, e, é isso que gosto de lembrar, do sorriso ao lado dela. Hoje ela não está aqui, mas sei que em sua nova morada ela está vibrando de felicidade... Obrigada Mãe, por tudo!
Não posso esquecer que no ano de 2015 tive muitas alegrias ao lado dos meus maravilhosos filhos, e como eles foram e são importantes em minha vida. No momento em que pensei em desabar, vocês estavam a meu lado. Obrigada meus filhos pelo amor e pelo apoio.
Não posso esquecer de meus avós que me mostraram mais uma vez, o que é ser forte, Obrigada amores de minha vida, obrigada por todos os ensinamentos.
Não posso esquecer de meu pai Eli, que mesmo longe fisicamente, esteve presente em meu dia a dia, e que me proporcionava e proporciona alegria a cada ligação. Obrigada Pai!
Não posso esquecer dos momentos que tive com meus familiares que estão sempre me apoiando e confraternizando comigo a cada nova conquista. Obrigada Família, amo vocês!
Não posso esquecer dos momentos que tive ao lado dos meus amigos e amigas (de perto e de longe) daqueles que estão sempre comigo, a amizade de vocês foi muito importante no ano de 2015.
Aos meus alunos e alunas o que falar?... posso agradecer pelo aprendizado que tive com vocês, pelos momentos de risadas e de conversas sérias ou não, obrigada meus queridos, e não esqueçam ESTUDEM!...rs
Obrigada 2015 por ter mostrado virtudes que eu não conhecia, que eu não sabia ter. Algumas tempestades chegam apenas para testar a nossa força. Obrigada!
Sei que não vai dar pra marcar todo mundo nessa postagem, por que o face só permite 50 marcações... 
mas quero te dizer... sim a você que está lendo essa mensagem que eu
Desejo a todos Um Feliz 2016. Que possamos partilhar muito mais amor, respeito, sorrisos, compreensão entre nós. Que este novo ano que está para chegar seja como a primavera que produz frutos e dos frutos sementes onde podem ser plantadas a cada dia e colhidas a cada amanhecer.
Desejo um Feliz e próspero 2016 a todos nós.
Um beijo no coração!"

Walkyria Santos 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ver o vídeo e descobrir minha doçura.

"Poderíamos escrever algumas linhas sobre as questões levantadas neste vídeo, mas nada superaria a capacidade de expressar sua realidade e seus sentimentos, assim como ela fez. Apenas assistam. E se perderem algum trecho, assistam outras tantas. Valerá seu tempo".




Alguém acha que ela não tem razão?


#SentiNaPele 

EMPODERAR

Hoje li o seguinte post da rede social do Facebook, que com certeza muitos conhecem...

"Uma senhora comentou no perfil de Mark Zuckerberg:

"Darlene: Eu vivo dizendo para minhas netinhas 'namorem os nerds da sua escola', eles podem ser o futuro Zuckerberg!'"

Ele respondeu de forma épica:

"Mark: Melhor ainda seria você encorajá-las a serem as nerds da escola, assim elas seriam as próximas inovadoras"


 O comentário da senhora repercurtiu e está rodando as redes. E, por acaso, 
Acabei lembrando de um trecho do livro História das Mulheres no Brasil de Mary Del priore, que tem o seguinte trecho em que ela retrata a educação das meninas no século XVIII: 

"O programa de estudos destinados às meninas era bem diferentes do dirigido aos meninos, e mesmo nas matérias comuns, ministradas separadamente, o aprendizado delas limitava-se ao mínimo, de forma ligeira, leve. Só as que mais tarde seriam destinadas ao convento aprendiam latim e música; as demais restringiam-se ao que interessava ao funcionamento do futuro lar: ler, escrever, contar, coser e bordar; além disso, no máximo, que "a mestra lhes refira alguns passos da história instrutivos e de edificação, e as faça entoar algumas cantigas inocentes, para as ter sempre alegres e divertidas". No conjunto, o projeto educacional destacava a realização das mulheres pelo casamento, tornando-se afinal hábeis na "arte de prender a seus maridos e filhos como por encato, sem que eles percebam a mão que os dirige nem a cadeia que os prende." Em outras palavras, devia-se aguçar seu instinto feminino na velha prática da sedução, do encanto."


 Nossa sociedade, infelizmente, apesar das lutas constantes pelo direito de igualdade de gênero ainda tem muito arraigado essa necessidade de criar as meninas para serem: esposas bem delicadas e "educadas", mães amorosas, mulheres exemplares de acordo com os padrões sociais impostos.
Quem, enquanto mulher nunca escutou as seguintes frases durante seu crescimento?
- Menina não pode sentar de perna aberta.
- Menina não pode ter um boneco da Marvell.
- Você precisa aprender cozinhar, porque senão quando crescer seu marido vai brigar com você todos os dias!
- Minha querida, se você ficar emburrada você vai ficar com a cara toda feia e nenhum homem vai lhe querer.
ou então, seu irmão, primo ou qualquer outra pessoa lhe puxa o cabelo e você revida, vem alguém adulto e lhe diz:
- VOCÊ PRECISA RESPEITAR ELE, POIS ELE É HOMEM E TOMARÁ CONTA DE VOCÊ!
E aceitar?
Só devemos lembrar que o domínio psicológico, vem antes da agressão física. 
Ou então o menino escuta:
- Homem não chora, limpa essa cara!
- Se Chorar é frouxo!
Com isso, já vamos aprendendo a nos calar POR QUÊ?
Somos ensinadas e ensinados a isso. Reproduzimos isso nos filhos e filhas. Por mais que exista alguém dentro de nós mesmas que nos diga que não devo permitir.
As perguntas dentro de você começam a eclodir.
Por que eu permito? Como fazer pra sair dessa opressão? Por mais que eu ame eu não devo aceitar nenhum tipo de humilhação.Será?
E, com essas vem muito mais...
Por que, em vez de ensinarmos os nossos filhos que eles são homens, não ensinamos que eles são seres humanos?
Por que em vez de ensinarmos nossas filhas a serem princesas e esperarem pelos principes encantados, não ensinamos que elas podem ser o que quiserem?
Por que em vez de dizer para nossas filhas que elas precisam arranjar um "bom partido", não as ensinamos a ir buscar mais aprendizado, a superar seus limites? Elas dão conta, pode ter certeza. Basta você permitir.

Por que a gente não começa a aprender desde agora, que independente de ser homem ou ser mulher eu preciso respeitar o outro como um ser humano, assim como eu gostaria de ser respeitada ou respeitado?
Acredito que precisamos rever muita coisa, ou caso contrário, iremos está vivendo em um século XXI com pensamentos do século XVIII. 
Devemos lutar contra a opressão do outro sobre nós, precisamos nos libertar.
O que você acha?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sou Tagarela, pergunto demais e sempre estou rindo alto.

Às vezes paro em frente a máquina e não sei o que fazer. Será que isso acontece com todos?
Não sei, nunca tive coragem de perguntar isso a alguém.
Esta semana estava sentada em minha mesa de cozinha e de repente minha filha me olha e diz:
-Mãe, você pensa muito!
Na hora eu ri, mas depois fui refletir o por que dela ter afirmado isso. Lembrei...
Todas as vezes que ela me pega sozinha, ela me pergunta o que eu estou fazendo, e, eu respondo: “Estou Pensando”. (rs)
Me dei conta que penso muito mesmo. É tanto pensamento em minha “cachola” que as vezes, chego até a conversar comigo mesmo, respondendo as minhas próprias indagações.
Acredito que isso não seja ruim. Até mesmo por que eu gosto muito de falar.. falo, falo, falo, sou uma tagarela. Não é todo mundo que suporta isso em mim... rsrs
Às vezes, tento me policiar em não falar muito pra não irritar as pessoas, mas não gosto de fingir que eu não sou eu. E começo a falar em pensamento, chego até a gargalhar... será que sou maluca?
Maluca eu não sei se sou, mas sou curiosa.
Aliás, ontem um amigo muito especial acabou me dizendo isso:
- Ah menina, você é muito curiosa!
Adoro quando ele me chama de menina (rs). Ah! E com certeza, ele acertou na mosca. Sou mesma, assumo minha culpa... Faço mil perguntas a ele. Será que agora que cheguei a fase dos quatro anos? ...
Se o fato de ser curiosa e faladeira é um pecado, pronto estou condenada por toda a eternidade. (rs)
Difícil mudar isso em mim. Como não fazer as três coisas que eu mais gosto FALAR, PERGUNTAR E RIR... Isso é até bom por que acabo entendendo os por quês de minha filha que está nessa fase da vida. Eu penso que meus amigos gostam de mim com muito esforço ...  porque eu falo muito.
Quantas pessoas existem por aí que também são faladeiras? Será que toda pessoa que fala muito também é questionadora? Não sei. Você Sabe?




domingo, 3 de janeiro de 2016

Para as minhas queridas amigas Fênix's

O segredo

“Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você…
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando…
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar…
Mas uma coisa parece estar sempre presente… A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando “quando será que vai chegar?” E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida “será que é ele?”.
Como diz meu pai: “nessa idade tudo é definitivo”, pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da
lua-de-mel e, de repente…
Plaft! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito “do próximo”.
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido,
inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas
continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta… E
haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da
cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som…
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com
uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! “

 

Pra vocês amigas:

Tatizinha, Tatiana, Paula, Mônica e Carol... vocês moram em meu coração.

Não sei quem sou...

"Não sei quem sou, que alma tenho.
 Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. 
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... 
Sinto crenças que não tenho.
 Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. 
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. 
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." 

Fernando Pessoa

Hoje lembrei bastante dela...

O texto abaixo foi escrito há alguns anos atrás... Já se passaram seis meses desde a partida dela para uma nova morada. Hoje mamãe está em outro plano em outra área, cumpriu sua missão na terra.
Por que postar esse texto? Não sei... Faz muito tempo em que só leio as postagens ou posto imagens ou vídeos. Pensei muito nela hoje e ao vasculhar meus escritos encontrei este. Pra quem não conheceu, saiba que ela foi uma grande mulher.
Só tenho a agradecer pelo que sou.
/
"Minha mãe Aluiza, que é quem realmente me gerou, é dela de quem quero falar hoje, e vai ser grande.
Quando pequena vi minha mãe, saindo todos os dias para trabalhar, morávamos no Bengui, onde ela hoje ainda mora, mas não na casa que hoje é de alvenaria, não! Era uma casa de madeira, que tinha uma bomba d’água manual, não tínhamos pia, era um girau, nosso chuveiro era a cuia, e o meu quarto com meu irmão era a sala, mas minha mãe me ensinou a dar valor nas coisas que tínhamos, mas não a se conformar, sempre a lutar, porém com dignidade.

Lembro da minha mãe muitas vezes enrolando a perna da calça comprida, para então ir ao trabalho, era moda? Não, não era. Nossa rua ela enchia quando chovia e tínhamos mesmo que enrolar a barra da calça. Depois aterraram mas continuamos enrolando a barra da calça, pois o problema depois era a lama da piçarra que grudava na nossa barra de calça, e, além de enrolar a barra da calça tínhamos que ir com chinela havaiana (que na época não era tão valorizada quanto hoje), até a rua Ajax de Oliveira e lá pedir pra alguém pra gente lavar os pés, para então calçar o sapato para não chegarmos ao centro de Belém todos enlameados. Mas minha mãe dizia que nossa rua era a melhor possível, pois era onde morávamos.
Minha mãe, que sempre foi lutadora, ia trabalhar, quando chegava em casa olhava nossos cadernos e cadernetas para ver se tínhamos ido a aula, depois tomava um banho e não ia se deitar não... ela ia pra trás de um balcão de bar que tinhamos em casa. Para trabalhar até mais ou menos 2 horas da manhã, isso quando não emendava da noite ao dia. Detalhe, minha mãe trabalhava o dia todo. De manhã em casa até as 10 horas e depois ia pro Liberal, onde era Fotocompositora, um ramo gráfico que acho que nem existe mais essa função. Lá dentro do Liberal ela conheceu o sindicalismo, e passou a nos levar para as reuniões e encontro dos gráficos, depois não era só isso... veio a Campanha do Paulo Rocha e do Zé Carlos pelo PT. E, ela na luta!
Garanto a todos que não foi na universidade que conheci o que era movimentos sociais, foi com ela e com os companheiros dela de luta, que hoje são meus companheiros.
Vi, muitas vezes minha mãe ser discriminada por ser mãe solteira e cuidar de dois filhos sozinha... lembro que numa escola que eu estudava eu até bati numa menina por que ela xingou minha mãe, e faço novamente isso tenho certeza.
Minha mãe parecia que tinha bola de cristal, pois por mais tempo que ela passasse fora, ela sabia tudinho o que tínhamos aprontado (nem conto pra vocês que os vizinhos nos derrubavam... rsrs). Não tínhamos dinheiro pra pagar babá, portanto, quando minha mãe saia de casa, nos deixava e dizia que eu e meu irmão éramos responsáveis pela casa. Mas tinha as nossas vizinhas que nos olhava de vez em quando, pra saber se estava tudo bem por lá.


Nunca vi uma pessoa ser tantas pessoas numa única pessoa, se é que me entendem?!
Mas a minha mãe era e é assim.
Vi minha completar 50 anos e ter uma festa maravilhosa e merecida!
Mas depois meu desespero foi total ao perceber que por um instante eu poderia perder minha mãe, quando ela teve AVC... eu todos os dias chorava, mas não podia chorar na frente de ninguém, por que isso ela me ensinou, a não demonstrar fraqueza!
Médicos me disseram que talvez ela não voltasse a andar, porém mais uma vez ela me mostrou como ela é forte, pois com três meses que havia saído do hospital não sentou mais na cadeira de rodas, pois passou a andar com nosso amparo, e hoje já até sai sozinha... pra mim é uma felicidade, eu imagino pra ela.
Vi muitas vezes minha mãe preocupada conosco e até hoje é assim... Alex (irmão) e eu já temos cada um o nosso canto, nossas famílias, mais ela ainda liga pra saber se estamos bem... e no dia em que ela não liga... sinto falta!
Eu digo pra vocês, que aqui estão lendo. Ela é uma guerreira, lutadora.
Ela nos criou num bairro dito perigoso, pela quantidade de violência existente lá, mas sempre nos mostrou o que iria acontecer conosco se fossemos por aquele caminho, que alguns colegas nossos enveredaram. Nos mostrou que o Bengui, não era apenas um bairro cheio de bandidos. Nos mostrou que lá era um bairro que tem história de luta no movimento social, que muitos movimentos se iniciaram por lá, que se hoje temos ruas asfaltadas em algumas localizações é pela luta da Associação dos Moradores, do Emaús, da Igreja e outras mais.

Nos mostrou o que significa sermos cidadãos de direitos e deveres.

E, é a essa mulher que devo o inicio do meu conhecimento na área das ciências sociais que é hoje o curso que fiz e que me formei há um ano atrás, para então dizer a ela:
- Mãe, a senhora é parte desse sonho realizado!

 Mas tem outras guerreiras encarnadas na mesma pessoa e declarada por outras pessoas que conviveram com ela:
1) a menina que morava na Domingos Marreiros quando ainda nao havia canal guiando o rio e se andava sobre uma ponte estreita estirada sobre o mamore a partir da Antonio Barreto. Se a memoria nao me falha a casa era azul e tinha uma porta e uma janela na frente, mas nao havia o que se pudesse chamar quintal. Nessa epoca estudavamos no Colegio Souza Franco quando ainda nao havia Escola de Educacao Fisica e toda aquela area era parte do Colegio e onde eram dadas as aulas de educacao fisica;
2) Tem a guerreira radialista que pelo menos uma vez por semana se abalava de Belem para Marituba para apresentar a Voz do Pastor, escrito pelo entao Arcebispo Dom Alberto Gaudencio Ramos para divulgacao atravez da Radio Cultura;
3) Tem a lider sindical que tomava parte do Sindicato dos Graficos tentando unificar a campanha sindical com os Jornalistas enquando varava a madrugada na sala de Composicao do Jornal O Liberal quando este ainda era ancorado na Gaspar Viana.

E por ai vai ....


Te amo mãe!


Quando pequena aos 7 anos mais ou menos, saia com minha mãe pelas ruas do Bengui no meio da madrugada pregando cartazes, em pleno período de campanha. A música que eu mais gostava entoava em todo canto do país:
“Lula lá! Brilha uma estrela!/Lula lá! Cresce a esperança!...”
Neste período Paulo Rocha e Zé Carlos em sua primeira campanha “dobradinha”... saiamos pregando cartazes em tudo que era postes, mercado, o que viamos. O meu querido João Gomes, se abaixava e eu subia em seus ombros para pregar o cartaz o mais alto que eu podia, mas aquela época eram outras, eu era bem menor que ele (rs).
Um grupo de pessoas, precisavam eleger Lula Presidente, era nossos gritos que precisavam ser escutados, nossas esperanças que precisavam ser renovadas.
“Lula Lá brilha uma estrela, Lula lá nasce a esperança”
Aluiza (minha mãe), Domingas, D. Mercês, Dos Anjos, Livramento, João Gomes, Edir, Paulo Rocha, Laércio, Palheta... E tantos outros que agora não consigo lembrar, mas que estão guardados em meu coração.

Zé Carlos veio a prefeito e ainda lembro de sua  música:
“Eu vou votar no Zé, o Zé vai ser prefeito, eu confio no Zé, pois só com Zé Belém tem Jeito...”

Tempos bons que me ensinaram a ser a pessoa que sou hoje, e com certeza essas pessoas e muitas outras que não estão aqui citadas merecem e sempre mereceram meu respeito!
E agradeço a minha mãe por ter oportunizado conhecer pessoas maravilhosas como estas e muitas outras que se aqui for citar não terminarei de escrever.

Beijos e abraços e um bom dia a todos!"

Algumas Fotos com ela:













quarta-feira, 22 de abril de 2015

Apenas eu...

Faz tanto tempo que não paro para escrever.
Acho que as vezes tenho medo de não saber o que escrever.
Nunca tive medo em falar muito quando estou no meio de vários amigos. Porem, quando tenho que falar algo mais sério, eu acabo me enrolando.
O que devo fazer?
Esses problemas nem são meus?
Como posso suportar essa dor dentro do meu peito?
Uma dor que não é minha. Preciso me desapegar de muitas coisas. Eu sei que preciso. Mas não é fácil, sempre tenho a sensação de que preciso cuidar dos outros, mesmo sabendo que não sou obrigada a isso. Não sei se já tivestes essa sensação de tomar conta de tudo e de todos. “felizes aqueles que não se preocupam com coisas além de seus problemas”.
Sinceramente, gostaria muito de chutar tudo pro alto, mas o jeito é esperar a tempestade acalmar. Mas será que estou disposta a esperar? Já esperei tanto que minha paciência já deu no limite.
Não tenho mais que viver para os outros, tenho que viver pra mim. Alias, to ficando velha, mas não quero ser só mais uma. Eu quero ser eu. Simplesmente eu.
Walkyria

sábado, 4 de abril de 2015

Cidade do Silêncio



Lauren, uma jornalista ambiciosa de Chicago, é enviada para cobrir os estupros seguidos de morte que vêm ocorrendo na fronteira entre os EUA e o México. Chegando lá, com a ajuda de um jornalista local, descobre que esses crimes são apenas a ponta do iceberg de uma trama muito mais complexa do que se poderia imaginar envolvendo politícos e grandes empresários locais.

Uma história real que chocou a América, finalmente numa surpreendente visão cinematográfica.

sábado, 21 de março de 2015

Escola Municipal Palmira Lins de Carvalho - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (NOITE)

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (NOITE)

Escola Municipal Palmira Lins de Carvalho

HÁ VAGAS PARA TODAS AS SÉRIES. Conclua seu Ensino Fundamental e tenha mais oportunidades, o CONHECIMENTO muda a vida para melhor.

VENHA ESTUDAR COM A GENTE (Turmas de Totalidades):
1ª Totalidade (séries 1ª e 2ª)
2ª Totalidade (séries 3ª e 4ª)
3ª Totalidade (séries 5ª e 6ª)
4ª Totalidade (séries 7ª e 8ª)

Na Escola Palmira Lins os alunos têm oportunidade de participar de PROJETOS (música, poesia, futebol, xadrez, grafite etc.).

Também há na escola Laboratório de Informática, Biblioteca, Quadra de Esportes e uma bela SAMAUMEIRA.

Em 2014 a Escola venceu o Concurso ABC da Energia, participou da Feira do Livro (com apresentações do Grupo Lítero-Musical Somaúma) e levou os alunos ao Teatro, à casa da Linguagem, ao Museu, ao Cinema, ao Centur, à UFPA, à Estação das Docas etc.



ENDEREÇO: Conjunto Euclides Figueredo, Rua F, s/n, Marambaia.
TELEFONE: 3231-3589

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"Como perder um grande amor"

Muitas mulheres que pesquisei reclamam que sentem falta do romance, da magia e do encantamento presentes no início dos seus casamentos.
Uma atriz de 50 anos disse:
"Meu marido vive dizendo que se sacrifica muito por mim. Quando viajamos, diz que escolhe um lugar para me agradar, que preferia ir para outro lugar. Repete que sempre abre mão do que quer só para me deixar feliz. Diz que não sai mais com os amigos para ficar comigo. É horrível saber que o homem que você ama se sacrifica tanto e se sente tão miserável".
Ela disse que o marido costumava ser muito carinhoso e romântico no início do casamento.
"Nos primeiros anos, ele me tratava como uma princesa, me dava presentes lindos, íamos a restaurantes, cinema, shows todas as noites. Ele tinha prazer em me deixar feliz, adorava me fazer rir. Hoje, tudo é um esforço enorme, um verdadeiro sacrifício. Ele se tornou um martirido (uma mistura de mártir e marido). Ele me faz sentir que sou uma merda de mulher."
Encontrei o mesmo tipo de sentimento em muitas mulheres. Elas dizem que são consideradas complicadas, difíceis, insatisfeitas, exigentes, e que seus maridos afirmam que precisam fazer um trabalho exaustivo para tentar agradá-las, sem nunca conseguir.
Uma pesquisadora de 47 anos, certa vez, disse: "Escutei tantas vezes do meu marido que eu dou muito trabalho, que sou muito difícil, que decidi me separar. Não quero dar trabalho para o homem que eu amo. Quero amar e ser amada, quero que ele se sinta feliz de estar comigo, que sinta prazer, que se divirta com a minha companhia. Não aguento mais ficar com um homem que me critica o tempo todo, que reclama do meu jeito de ser, que não me valoriza e não me elogia, que me compara com outras mulheres mais leves e fáceis de conviver".
O mais difícil é compreender em que momento o casamento perde o encanto e se torna um fardo tão pesado para os dois, como contou uma professora de 43 anos:
"Quando ele parou de me dar beijo na boca, deixou de me admirar e passou a enxergar só o pior de mim, senti que o meu casamento tinha terminado. Eu não quero ter de mendigar o amor, o respeito e a admiração do homem que eu amo. Eu mereço ter um homem que se sinta um felizardo por me amar e ser amado por mim, não mereço?"


Mirian Goldenberg é antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora de 'Coroas: corpo, envelhecimento, casamento e infidelidade' (Ed. Record). Escreve às terças, a cada 15 dias.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2014/12/1556297-como-perder-um-grande-amor.shtml


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Amig@s quantos momentos partilhamos junt@s



Ontem foi um dia muito especial. Poderia dizer que foi o dia do encontro. Sim, o dia do encontro. Pois, mais cedo encontrei a amiga Karol Cavalcante, 
rapidinha uma conversa, um abraço e a alegria de poder reencontrar a amiga que durante 4 anos de nossas vidas, nos encontrávamos todas as noites durante a semana. Despedida e novamente voltamos as nossas vidas de correria. A noitinha, no meio daquela chuva mais um encontro. Eu estava ansiosa para rever as amigas do meu curso de ciências sociais. Chega a Brissa, logo mais a Mari... 

 Eu pensei: “Queria poder reunir todos os colegas formados em 2011, seria maravilhoso”. Comentamos sobre isso. Temos que novamente reunir, apesar de uma amiga dizer que não era da nossa turma. Não me interessa, o importante é que compartilhamos disciplinas juntas, compartilhamos momentos de tristezas e alegrias e nos formamos em 2011. Pronto! Senti a falta de outros amigos naquele momento, e gostaria muito que estivessem ali comigo: Carlos, Karol, Deise, Pérola, Eduardo, Ney, Bento, Antonia e todos os outros que compartilharam  grandes momentos durante o período de 2007 a 2011. Gente, amei encontrar vocês mesmo que seja num período curto, conseguimos encaixar um tempo em nossas agendas apertadas, espero e desejo que consigamos encontrar mais tempo para um reencontro e na próxima vez, com um numero maior de amigos!
Como foi bom a noite está com vocês, bater um papo, rir bastante, brindar com caipirinha e um suco de laranja... kkkkk (Mari, dirigindo não poderia beber... rsrs). E, mais um momento de muitas risadas, abandonamos os telefones por algumas horas para que nossa conversa pudesse fluir mais descontraidamente... que bom! Lembramos sim dos nossos momentos na universidade, falamos dos nossos professores e amigos, relembramos alguns momentos com eles, contamos nossas vidas atuais e os nossos objetivos futuros.
Beijos no coração!




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ISSO É MUITA SABEDORIA



Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Feio não é ser mãe solteira. Feio é ser pai quando convém

"Outro dia conversava com uma amiga sobre como é difícil criar um filho que vê o pai raramente. Não porque o relacionamento não tenha dado certo ou algum ressentimento possa atrapalhar, mas porque por mais que a porta esteja aberta para a criança conviver com o pai, ele não entra por ela.
Vamos lá: quem nunca ouviu que a mãe do filho de fulano só dá problema? Ele vê o filho quando quer, dá o dinheiro achando que está ajudando (colega, não é nada além da sua obrigação) e reclama horrores do quanto a mãe da criança só dá problema, cobra presença e aquele papo todo de obrigações que os homens tem pavor, mesmo que seja por alguns minutos.
O que muitas pessoas não entendem e não filtram antes de soltar um “ah, mas é só pra te perturbar, não é?”, é que a perturbação começa quando a mulher precisa de uma folga. Folga do tempo em que ela cuida do filho de ambos, integralmente.
Que mãe solteira nunca ouviu que precisa dar uma folga para o pai do seu filho? Porque ele trabalha demais, está cansado demais ou está com algo de menos. Engraçado, né? Há homens que podem ter a mesma profissão, menos ou mais tempo e se dedicam à família do mesmo jeito. Enquanto alguém lida com um pai que tem tempo para tudo, menos para os filhos, sempre vai ter plateia para aplaudir o pai que aparece quando dá. Mas sempre será assim: se você trabalha fora, é a egoísta que não abre mão das próprias coisas pelo filho. Se você não trabalha, é interesseira que só espera a pensão. Ou seja, estaremos quase sempre erradas, e os homens – mesmo que estejam a quilômetros dos filhos – estarão fazendo o melhor se pelo menos cumprem a obrigação financeira com o filho.
Enquanto o pai não aparece, alguém tem que fazer as compras, os lanches, os banhos, os dentes escovados, ensinar o certo e errado, ensinar a se proteger, lidar com birras, preparar e dar comida, ensinar dever, levar e buscar na escola, comparecer nas reuniões escolares, levar ao hospital, trocar fraldas, mudar o vocabulário (adeus palavrões)… e quem faz isso se o pai não está presente? A mãe! E isso não é levado em consideração enquanto o pai caminha livre, sem preocupação com o bem estar do filho ou em se fazer presente, já que a mãe faz papel de dois (ou de três, porque o dia-a-dia com filhos, só quem passa diariamente sabe o quanto é trabalhoso).
E sabe o que é mais curioso? Que mesmo sobrecarregadas, sendo mulheres, mães, provedoras, cuidadoras, enfermeiras, babás, professoras e tudo mais, ainda somos as bruxas que não deixam os pais em paz. Com a mãe solteira, não há escala de trabalho que a impeça de ser multitarefa e se virar para conciliar a vida com os filhos.  Porque de filhos, nós não temos como tirar licença, não é mesmo? Enquanto os pais que o são quando convém, curiosamente arrumam tempo para viagens, jogos de futebol, saídas com amigos, namoricos… e o filho é prioridade na vida de quem, então? Não consigo entender como ainda é tudo obrigação da mãe, inclusive amor e carinho!
Nós, mães solteiras temos essa mania de querer o melhor pro filho, cumprir várias funções e suprir a ausência do pai, ou tentar fazer com que o progenitor perceba que ele é sim importante na vida dos filhos. Mas isso não cabe a nós, sabia? Por mais que nossas crianças sejam lindas, saudáveis e não entre na nossa cabeça como podem ser deixadas de lado ou vistas quando é conveniente, precisamos entender que não adianta forçar nada. Dar toques talvez funcione, mas não é uma receita de bolo que dá certo com todo mundo.
Se você é mãe e solteira e acredita que não existe ex pai e apesar de toda uma história -conturbada ou não –  o seu filho precisa e quer a presença do pai, demonstre isso para o progenitor. Explique como seu filho se porta, os questionamentos e deixe claro que ele é importante na vida do filho. Mas entenda que se o pai não possui interesse em colocar o filho como prioridade, não é ele que será uma prioridade na vida da criança. O que eu quero dizer: não fique frustrada se após você correr atrás, tentar conversar e pedir uma presença efetiva, esse pai não tenha percebido que o assunto em pauta é a importância dele no dia-a-dia do filho e na divisão justa de direitos e deveres de ambos os pais. Acontece mais do que você imagina. Se você tem equilíbrio para saber separar as coisas e tentou uma aproximação, esse afastamento não é uma escolha sua!
Nosso papel de mãe (e em muitos casos de pai, também) é criar nossa prole da melhor forma possível. E quem faz isso por ocasião, conveniência, talvez mereça o mesmo tipo de tratamento. Seja pai, parente ou simplesmente alguém sem o mínimo de empatia e noção da realidade.
Um dia, nossos filhos vão crescer. E não vamos precisar falar para eles quem estava lá, quem fez tudo e priorizou a vida e felicidade deles. Porque crianças observam tudo, principalmente sobre quem está com elas, se é ou não por obrigação.
O que podemos fazer é para nossas crianças. Então que o foco seja nelas e o pai que aparece raramente, faça o papel que ele mesmo escolheu: o de coadjuvante. Pode ser uma pena, mas a nossa parte diária, nós fazemos. Que os pais corram atrás dos seus filhos e parem de reclamar sobre situações inexistentes ou exageradas. Que parem com as desculpas, principalmente. E que um dia percebam que muitos pais solteiros (ou não) dão conta do recado com muito amor, carinho e diálogo. Esses sim estarão presentes nas lembranças de infância dos filhos. Se não temos pais presentes para essas memórias, nossos filhos sempre nos colocarão nas suas nostalgias futuras.
Um beijo grande e até o próximo post!"

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